segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Definição e Classificação dos Jogos de Tabuleiro

A origem dos chamados “jogos de tabuleiro” perde-se na noite dos tempos. Expedições arqueológicas estão, ainda hoje, desvendando mistérios a respeito de antigos jogos disputados por egípcios, gregos, romanos e até por povos mais antigos. Como defini-los e como classificá-los? Parece-me que uma definição simplista seria a de que “jogos de tabuleiro” são todos aqueles disputados, por uma ou mais pessoas, em uma base, o tabuleiro, seja de madeira, metal, pedra, marfim, plástico, papelão ou outro material, onde peças são movimentadas, colocadas ou retiradas do tabuleiro, obedecendo a regras pré-estabelecidas. Poderemos classificá-los, primeiramente como jogos intelectuais e, grosso modo, em três categorias: aqueles em que o que conta é exclusivamente a sorte; aqueles em que o que conta é a perícia e a inteligência do jogador; e aqueles em que há um misto dos dois. São jogos de tabuleiro típicos: xadrez, damas, gamão, alquerque, tablar, senat, go, estes exemplos de jogos clássicos antigos; War, Detetive, No Limite, Banco Imobiliário (Monopólio) entre os jogos mais modernos. Entre estes incluo o jogo “Quinteto”, baseado em um filme do mesmo nome, do diretor Robert Altman, com Paul Newman, do ano de 1979. Incluo entre os jogos de tabuleiro antigos, o jogo da Mancala. Este, apesar de ser jogado principalmente sobre um tabuleiro contendo doze “buracos” (ou “casas”), dada a sua simplicidade, pode ser jogado até mesmo em buracos feitos no chão, ou sobre um pedaço de papel com as “casas” desenhadas. Mas a sua estrutura é a de um jogo de tabuleiros, conforme a descrição por mim apontada. Em muitos jogos de tabuleiro busca-se a dominação, ou através da conquista de peças ou de territórios. No xadrez e no jogo de damas, conquista-se peças do adversário; no Go, conquista-se território; na Mancala, conquista-se pedras que pertencem, inicialmente aos dois jogadores (ou a nenhum deles, dependendo-se do ponto de vista...); no gamão e na tábula, busca-se a retirada das peças do tabuleiro, para tanto se percorre território e elimina-se (momentaneamente, é verdade...) as peças do adversário. Em geral a finalidade essencial do jogador é mostrar que é melhor do que os adversários. Mas obviamente, essa descoberta é relativa pois, encerrada uma partida, outra terá início e aquele que perdeu pode vir a ser o vencedor... Podemos dizer que os jogos de tabuleiro que conhecemos são competitivos. Pode haver jogos de tabuleiro cooperativos? Pense sobre esta questão!! "Toda glória é efêmera" (Frase que era cochichada pelos escravos aos ouvidos dos generais romanos durante as paradas) CURIOSIDADE: Durante a Segunda Guerra Mundial, o serviço secreto britânico, através do MI-9, criou um sistema para ajudar os prisioneiros de guerra aliados a fugirem dos campos de concentração alemães. Foram criadas "entidades filantrópicas" falsas que enviavam mantimentos e outros produtos aos prisioneiros. Assim, os prisioneiros passaram receber dinheiro alemão, colocados em tabuleiros de jogos de damas e "Monopoly" (nosso "Banco Imobiliário") e mapas, impressos no verso de cartas de baralho. 
 Texto retirado do site http://www.jogos.antigos.nom.br/jtabuleiro.asp e adaptado para fins didáticos pela professora Cristina Bueno.

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