CURIOSIDADES
Para facilitar o levantamento e evitar lesões, o pesista pode utilizar materiais específicos. O tênis (ou bota) do atleta é feito de fibra de carbono e deve ter um salto de 5 cm, para que haja maior estabilidade no piso. Um cinto de suporte, de no máximo 12 cm de largura, é preso à cintura do pesista para evitar lesões no abdômen e região lombar. As joelheiras também servem para proteger a região e não podem ter mais de 30 cm de largura. A munhequeira tem o mesmo sentido prático e, no máximo, 10 cm de largura. O macacão do levantador precisa cobrir as pernas até os joelhos e pode ter mangas. A única exigência é que o cotovelo esteja sempre à mostra.
Dois presidentes brasileiros incentivaram o levantamento de peso. No final do século XIX, o Marechal Floriano Peixoto tinha em seu filho, Floriano Peixoto Filho, um praticante do esporte. Com isso, houve o incentivo para a disputa de torneios no Rio. Mas foi no Estado Novo de Getúlio Vargas, na década de 30, que a modalidade ganhou impulso. O presidente via no levantamento de peso uma alavanca para se constituir um “novo” homem brasileiro. Por isso, ele viabilizou a regulamentação da modalidade e em seu segundo governo, em 1946, autorizou a criação da Liga Força e Saúde, renomeada um ano depois para Federação Metropolitana de Halterofilismo.
O levantamento de peso já existe como prática esportiva há 5 mil anos. Sua origem está na China, onde homens erguiam pedras, as quais posteriormente seriam unidas por varas de bambu, como forma de exercício.
Normalmente, o halterofilista vencedor da categoria 105 quilos ou mais é aclamado como "o homem mais forte do mundo". Porém, proporcionalmente, os mais leves também podem ser os maiores. O turco Naim Suleymanogiu, "o Hércules de Bolso", que tem menos de 1,50 m de altura e de 64 kg, pode levantar quase três vezes o próprio peso. Ele levou a medalha de ouro entre os penas nas últimas três edições dos Jogos Olímpicos e é sete vezes campeão mundial.
Hitler pretendia reafirmar a superioridade da raça ariana nas Olimpíadas de Berlim-1936. Sua equipe de levantamento de peso, no entanto, frustrou as expectativas e não conquistou sequer uma medalha de ouro. Inconformados, os germânicos forjaram os documentos do austríaco Josef Manger, campeão na categoria dos pesados, tornando-o cidadão alemão. O austríaco, intimidado, calou-se, e a farsa só foi descoberta anos mais tarde
Antuérpia-1920: Pietro Bianchi, da Itália, e Albert Petterson, da Suécia, terminam empatados em segundo lugar na categoria médios (até 75 kg). Após várias tentativas de desempate, os atletas, exaustos, aceitaram a sugestão dos organizadores: a decisão do ganhador da medalha de prata seria no cara ou coroa. Bianchi ganhou. Hoje não haveria esse problema, pois a regra prevê que em caso de empate o atleta mais leve seja declarado o vencedor.
Nos primeiros Jogos Olímpicos havia duas modalidades no levantamento de peso. O levantamento com uma mão só, que foi vencida pelo inglês Lauceston Elliot, levantando 71 kg. E com duas mãos o primeiro a vencer foi o dinamarquês Viggo Jensen, com 111,5 kg
O canadense Jaqcues Demers chegou a injetar urina de outra pessoa dentro de sua bexiga para não ser pego no exame antidoping em Seul-1988. Descoberto, foi banido do esporte. Demers já havia sido preso por contrabandear esteróides em 1983.
Após o "festival" de casos de doping que marcou a disputa olímpica de Seul, todos por uso de esteróides anabolizantes, nos Jogos seguintes, em Barcelona-1992, a competição foi considerada mediana, devido à precisão dos exames antidoping, ninguém mais ousava se reforçar com estimulantes.
O turco M. H. Djemal Bey, de apenas 13 anos, participou da competição de levantamento de peso das Olimpíadas de Paris-1924. Ficou em décimo quarto lugar na categoria dos penas. Na Olimpíada seguinte, já um "veterano" de 17 anos, arrebatou o oitavo lugar.
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